Confraria Netinho


03:00hs – Hoje é aniversário de minha mãe, Ivanise.
Um beijo e um abraço apertado para esta mulher que é responsável por boa parte do que sou.
Mainha, não moramos mais juntos, não nos vemos sempre, mas você sempre está aqui dentro de mim e em tudo o que eu faço.
Te amo muito.
Seu filho.

13:28hs – Pensem aí!!!
Os deputados voltaram atrás e decidiram se dar o reembolso das passagens em viagens internacionais.
Isso aí é mesmo uma brincadeira…

08:51hs – Bom dia, daqui a pouco chegaremos em Jaguaré, aqui no Espirito Santo.
Hoje tem “Cara a Cara” na cidade.
Vamos sacudir essa galera.
Até mais.

14:07hs – Já soube que Salvador está inundada, sob fortes chuvas e vento.

21:38hs – Acabei de malhar aqui em Jaguaré, na Academia VR.
Daqui a pouco, só alegria!!!

Sábado, 23 de maio, 02:36hs – Êta, a galera não queria ir embora após o show, rolou bis, foi muito massa!
Meus amigos de Vitória todos na área, Louise, Fafá, Cristian, Fabio Enock, Renatão, Patrícia, todo mundo comendo água!
Uam abraço a toda a moçada de Jaguaré que foi ao show.
Um abraço e obrigado aos nossos parceiros Flávio Colato (FC Produções) e Marcos Passamani.
Um beijo a todos da Academia VR, em especial a Verusca.
Um abraço a Dr. Reinaldo e todos da Clínica São Cipriano; a todos da Ótica Cristal; e a todos da Auto Escola Habilitar.
Valeu Jaguaré.
Hoje, mais tarde, Colatina!!!!

21 de maio 2009

03:11hs – Na noite de ontem, seguindo a minha programação “quarta no cinema com meus amigos”, fui assistir “Anjos e Demônios”, um filme baseado numa história de Dan Brown e estrelado por Tom Hanks.
Dan Brown apareceu para o mundo em 2003 com o lançamento do seu quarto livro, “O Código Da Vinci”, que rapidamente se transformou em best seller e posteriormente em filme blockbuster com o lançamento do longa homônimo. Antes do livro “O Código”, ele já havia escrito e lançado “Fortaleza Digital” (1998), “Anjos e Demônios” (2000) e “Ponto de Impacto” (2001). Seu próximo lançamento será “O Símbolo Perdido” em setembro desse ano. Segundo ele, uma continuação do seu quarto livro que também já tem filmagem agendada pela indústria cinematográfica.
Todas as suas publicações envolvem religião, igreja católica, ciência, alquimia, mistérios, segredos e fé. Temas sempre polêmicos.

Tom Hanks (dois Oscars de melhor ator – “Filadélfia” e “Forrest Gamp”) dispensa apresentações. Com exceção de “Náufrago”, gostei de tudo que vi dele até hoje nos cinemas. O ator que há nele não embarca em qualquer roteiro.
É também diretor e produtor de cinema, documentários e séries para TV.
Antes de assistir “Anjos e Demônios”, até estranhei ele ter aceitado participar de uma “continuação”.
Depois que vi o filme, entendi.

Esta dobradinha, Tom Hanks e Dan Brown, parece que vai repetir o sucesso do primeiro trabalho, “O Código Da Vinci”. Apesar de o livro “Anjos e Demônios” não ter tido o mesmo êxito mundial de “O Código”, considero o seu lançamento em cinema bem superior ao anterior.
O filme é mais dinâmico, tem mais ação e uma produção detalhista.
Proibido de filmar no Vaticano e nas igrejas (onde o filme se desenrola) por causa de uma briga com a Santa Sé que começou na época do lançamento do “Código Da Vinci”, o diretor Ron Roward só pôde filmar nas ruas do país do Papa porque conseguiu driblar a liberação que era por demais limitada. Chegava com sua equipe e atores, montava o set rapidamente, filmava os takes mais rápido ainda, e saía em seguida na correria e desmontando tudo antes que a vigília papal aparecesse.
Imagina ter que recriar em cenários toda a magnitude das igrejas e cantos do Vaticano?
Pois foi isso mesmo que eles fizeram.
A fotografia do filme revela a cenografia riquíssima em minúcia, em pormenores. O Vaticano com suas suntuosas igrejas são magnificamente recriadas em cenários reais e virtuais. A profusão de detalhes dá um show à parte.

Uma coisa que logo me interessou no início do filme foi a inclusão do LHC (Grande Colisor de Hádrons) na história, misturando ficção e realidade como no filme anterior. Escrevi sobre este grande túnel (o maior acelerador de partículas do mundo), que fica entre a França e a Suíça, aqui no blog no ano passado.
Não vou contar a história do filme aqui pois todos vocês têm a oportunidade de assistir a esta grande produção, o que aconselho a todos.
O que gostaria de dizer é que entendi como mais importante mensagem o seguinte: não importa o quanto você acredita em Deus e em ter fé; não importa qual a sua religião; não importa o quanto você enxergue de torto dentro da igreja católica; não importa o quanto você é Darwiniano e tenha a ciência como luz diante dos mistérios do Divino.
Nada disso importa.
O importante mesmo é entender que sem os ensinamentos religiosos que conduzem ao bem, nós simplesmente não estaríamos aqui agora. Sem o medo do Divino e tudo de opressor que o orbita, nós já teríamos nos destruído. Uns aos outros.
Confesso que, quando soube que o LHC finalmente ia ser ligado e experimentado no ano passado, podendo enfim nos esclarecer sobre a origem do Universo e da humanidade, fiquei no afã de ver descoberta a “Partícula de Deus” (Bóson de Higgs), o que colocaria no lixo toda a teoria religiosa sobre este assunto.
Após assistir “Anjos e Demônios”, fiquei pensando: Se isto acontecer um dia, o mundo vai ser melhor ou pior do que é hoje?
Provavelmente bem pior.
Qual seria o impacto da notícia de que “Deus não existe” na cabeça de quase 7 bilhões de pessoas?
Não gosto nem de imaginar.

Segundo a comunidade científica mundial, “em dois ou três anos saberemos se a teoria da Partícula de Deus está correta ou não. Ou, talvez, nos depararemos com um mundo todo novo, que exigirá novas teorias, novos equipamentos e novas descobertas“.

Se esta teoria for realmente confirmada;
se a humanidade ficar algum dia sem este controle do Divino;
se o Deus católico que está arraigado no subconsciente de todos os homens (a história conta que até Darwin, em seu leito de morte, clamou por Deus), independente até da sua fé ou religião for desmentido;
se a teoria científica do nascimento do Universo for confirmada,
nesse momento o ser humano revelará a sua verdadeira face.

Anjo ou Demônio?

17:24hs – Um dia desses eu recebi dois e-mails que me chamaram atenção por serem muito parecidos. Vieram de duas fãs, blogueiras e queridas, que escreveram prá mim pelo e-mail do blog.
Respondi os dois e-mails.
Coincidentemente, as duas comentavam sobre fatos relacionados a “OS OUTROS”.
Fatos que as deixaram tristes, decepcionadas, e incertas quanto ao que fazer ou a como agir com aquelas pessoas.
Muitas vezes em nossa vida as ações de outras pessoas, sejam elas conhecidas, desconhecidas, colegas de trabalho, amigos, parentes, etc, podem nos fazer sentir dentro de um verdadeiro inferno dantesco.

Segundo Sartre, na sua quarta punição eterna, o inferno são os outros.
E são mesmo?
Na minha opinião, esta questão está muito ligada à liberdade individual.
Está ligada à liberdade que você concede a si próprio.
Está ligada a quão livre você se permite ser.
E se há algo nesse mundo que facilmente pode nos subtrair liberdade, esse algo se chama “OS OUTROS“.

Os outros sempre estão e estarão por aí.
Por ali.
Por detrás das portas e das paredes.
Na escuta.
Aqui do lado.
Alguns, até dentro de nós.
Bons, maus, honestos, desonestos, corretos, incorretos, curiosos, vazios, de tipos diversos.
Queira ou não queira, desde o dia em que desembarcamos aqui, são os outros que nos servem de espelho.
São eles que, junto à nossa herança genética, nos desenham, nos esculpem, nos definem.
É no embate que travamos a todo instante com os acontecimentos e com os outros, que somos impulsionados a escolher.
E é o resultado desse embate e dessas escolhas que escreve o que vamos nos tornando.
Sem os outros, subtraídos do nosso convívio, praticamente não seríamos.
Ou seríamos um grande vazio, um quase nada.
Um ser não sendo.
Temos que conviver com isso então.
Com esse pequeno inferninho.
Uma Divina Comédia, mas esta, sem o paraíso.

Segundo Freud, se a natureza humana (envolvida pelo obscuro, pelo imprevisível e pelo descontrole) não tivesse seus impulsos controlados pela sociedade, nós viveríamos em extremo perigo e a civilização não teria a menor possibilidade de existir.
Segundo ele, “dono de um permanente conflito entre forças antagônicas existentes em seu interior”, o homem é um animal constantemente perturbado pelas obscuras intrigas irracionais promovidas em seu inconsciente. Já falei sobre isso aqui no blog. Estas forças são aquelas mesmas crianças traquinas, o id, o ego e o superego.
Somos todos portanto, segundo Freud, uns neuróticos mantidos sob controle.
Neuróticos em vários níveis pois não há um padrão único.
E pior, somos todos predispostos ao mal.
Dos outros, então, podemos esperar de tudo.
São com esses tipos que temos que conviver.

Como estamos todos incluídos nessa tipologia e nesse universo freudiano, o primeiro “outro” de quem devemos nos proteger somos nós mesmos.
Eu devo me proteger de mim mesmo em primeiro lugar.
Me proteger do meu próprio medo, da minha inconstância, da minha hostilidade, do meu egoísmo, dos meus desejos insanos, da minha curiosidade, etc.
Devo me proteger do que acho que não deve caber em mim.
Tendo feito isto, ou melhor, fazendo isto constantemente, posso começar a me proteger dos outros.

Se pararmos para observar, vivemos toda a nossa vida (ou parte dela, no caso dos mais atentos) preocupados com os outros.
Muitas vezes parecemos viver para eles, tão grande é a importãncia que damos ao que pensam e ao que falam a nosso respeito.
ACORDEM!!!!!
Viva a sua vida de acordo com a sua consciência.
Exerça o seu livre arbítrio.
E se precisar ser hopócrita, falso, omisso, com aqueles que merecem, seja!
E seja feliz!

É claro que, para isso e antes de mais nada, você deve buscar a sua independência.
Para conseguir ser o dono dos seus próprios passos e libertar-se da constante vigília perpetrada pelos outros, primeiro você tem que conseguir andar apenas com as suas próprias pernas.
A partir daí você realmente consegue “escolher“.
E podendo escolher livremente, você é.
O mais cedo que puder em sua vida, estude, trabalhe, conquiste sua auto-suficiência.
Muita gente não têm a consciência de que o momento em que se consegue a independência própria é o nosso primeiro nirvana possível, a nossa libertação dos outros.
Daí vem tudo o mais que é de verdade.

Os outros podem sim ser o nosso inferno.
Só depende de nós.
ACORDEMOS!

Obs: Comprou um carro novo, uma nova casa?
Está muito feliz por algum motivo, está sorrindo por dentro?
Está amando como nunca amou, apaixonado?
Ganhou na Mega Sena, herdou uma fortuna?
Tudo anda excelente com o seu trabalho, com a sua empresa, com os seus negócios?
Está mais do que feliz com os poucos amigos que tem?
Então não saia por aí alardeando estas coisas para o mundo.
Não ande por aí exibindo à tôa o seu carro novo, o seu amor, o seu dinheiro, os seus amigos, a sua felicidade.
Guarde tudo isso prá você.
E para aqueles de quem você tem a absoluta certeza do amor, da amizade e da fidelidade.
Normalmente, a maioria dos outros odeiam assistir à felicidade alheia.

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